21 outubro 2012

Excesso de radiações mata uma doente no Hospital publico /privado Escala - Braga

Mais uma noticia triste do «nosso» Hospital Escala de Braga .....
No ultimo relatório anual sobre o acesso ao cuidados de Saúde do Hospital Escala Braga em 2011 o numero de reclamaçoes registados no SGSR foi de 1768 o que dá uma media de 5 reclamaçoes dia .
Segundo o jornal Diario de Noticias de 21/10/2012 passo a citar:
«Uma mulher foi "esquecida" dentro de uma máquina de fototerapia durante 20 minutos. As queimaduras provocadas pela exposição foram tão graves que acabou por morrer.
Há mais de sete anos que Rosa, de 61 anos, era seguida no Hospital de Braga, devido a um problema de pele que a obrigava a um tratamento de fototerapia, na unidade de dermatologia. Na semana passada, depois de mais uma visita de rotina ao hospital, terá sido deixada dentro da máquina de radiações durante 20 minutos, mais 15 do que era habitual. À noite, com o corpo coberto de bolhas, a sexagenária regressou àquela unidade de saúde, mas os médicos decidiram transferi-la para a Unidade de Queimados do Hospital de São João, no Porto. Menos de uma semana depois morreu, vítima de queimaduras graves.
Segundo explicou a filha, Cristina Cunha, foi um erro na programação da máquina que causou as queimaduras responsáveis pela morte da mãe. "A enfermeira que a acompanhava enganou-se no programa: a máquina tem dois tipos de radiação, A e B, com tempos de exposição diferentes. E, em vez dos cinco minutos de tratamento habitual, a minha mãe esteve na máquina durante 20."».
Segundo o meu parecer o erro maior foi deixar essa utente após o engano no tempo de exposição ,ir para casa ,ela devia ter ficado no hospital em vigilancia para que a actuação clinica fosse tratada o mais rapido possivel dado que era previsivel que a queimadura fosse do 3º grau,ou encaminhá-la logo para um hospital com unidade de queimados.

18 outubro 2012

Grande manifestaçao Anti-troiKa 15 de Setembro pelas 17horas na Av.Central -Braga

Bracarenses :
Nao fiques em casa vai a manifestacão anti troika dia 15 de Setembro pelas 17 horas na Av. Central Braga . Temos de manifestar a nossa indignação pelas medidas que os nossos governantes estão a tomar,contra o simples trabalhador ,não atingindo o grande capital.Em vez de tomar medidas fechando as inumeras fundações ,tributando as parcerias publico/privadas ,diminuido o nº de deputados na Assembleia da Republica,diminuindo as mordomias dos detentores de cargos publicos/politicos.O 1 º Presidente da Republica de Portugal Manuel de Arriaga açoriano da ilha do Faial deslocava-se para o seu trabalho como presidente de electrico .
Srs deputados :
Assumam as funções para que foram eleitos pelo Povo e votem contra este orçamento ,porque se os Srs estão na Assembleia da Republica devem ao Povo que os elegeu,e este orçamento é contra esse Povo.

Nao fiques em casa o momento é de luta ,pela nossa liberdade.Viva Portugal!

14 outubro 2012

Basta de tanta incompetencia-«Sinto vergonha de mim»

Gostaria de partilhar esta poesia escrita por Rui Barbosa ,jurista,deputado,ministro politico ,escritor e jornalista que nasceu no Brasil em 1849 e quanto é actual e verdadeira no momento critico e dramático que o Pais atravessa .Temos que dar um murro na mesa e dizer basta de tanta INCOMPETENCIA .

SINTO VERGONHA DE MIM - Poesia de Rui Barbosa



Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!

'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'.

Rui Barbosa
Ruy Barbosa de Oliveira[1] (Salvador, 5 de novembro de 1849Petrópolis, 1 de março de 1923) foi um jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro.
Um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de Morais. Ruy Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. Primeiro Ministro da Fazenda do novo regime, sua breve e discutida gestão foi marcada pela crise do encilhamento sob a proposição de reformas modernizadoras da economia. Destacou-se, também, como jornalista e advogado.
Foi deputado, senador, ministro. Em duas ocasiões, foi candidato à Presidência da República. Empreendeu a Campanha Civilista contra o candidato militar Hermes da Fonseca. Notável orador e estudioso da língua portuguesa, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, sendo presidente entre 1908 e 1919.
Como delegado do Brasil na II Conferência da Paz, em Haia (1907), notabilizou-se pela defesa do princípio da igualdade dos Estados. Sua atuação nessa conferência lhe rendeu o apelido de "O Águia de Haia". Teve papel decisivo na entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial. Já no final de sua vida, foi indicado para ser juiz da Corte Internacional de Haia, um cargo de enorme prestígio, que recusou.